domingo, 17 de maio de 2015

“Jornal Nacional”: Quem tem que se levantar do sofá e sair da sala são os telespectadores, não os apresentadores



Venho adiando falar sobre as mudanças no formato do “Jornal Nacional”, que vêm se ensaiando desde o fim do mês passado, abril, apenas dando um pitaco aqui outro ali, por achar que era apenas uma questão de ajuste. Ok! Mas hoje, ao ver uma falha inacreditável e crucial naquele que é considerado o principal telejornal brasileiro, não pude adiar.
A falha em questão: o “JN” não apenas faz uma reportagem que não corresponde à importância do ator Elias Gleizer em sua trajetória como ainda erra nas datas de seu nascimento e morte. Culpa de quem? Com certeza a chefia vai buscar um bode expiatório entre quem está lá atrás da coxia. Afinal, a “chefia” está muito mais preocupada com sua imagem diante das câmeras, não?

Esse detalhe que, com certeza, vai respingar em algum digitador ou alguém lá da switches, é apenas uma consequência de uma visão megalomaníaca claramente adotada de se transformar um telejornal tradicional, que faz parte da história da televisão brasileira, num telejornal de entretenimento. Acabou o comprometimento com o jornalismo.

E aí vão esquecer falhas muito piores cometidas com quem está na linha de frente. Não causou apenas surpresa como continua causando desconforto, os apresentadores do “JN” se levantarem e saírem de cena no fim do telejornal, num desrespeito a quem está em casa os assistindo. Não pensaram nisso, não? Quem tem que se levantar do sofá e sair da sala são os telespectadores, não os apresentadores. Estão se preocupando muito com a encenação diante das câmeras e se esquecendo de cuidar do conteúdo.

Essa intimidade com a tal Majú também está ficando meio “suspeita”. 

Mas, vamos deixar esse assunto para outros comentários...